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Paradoxo de Fermi
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Sociedade
14/06/2021

Será que a espécie humana é a única coisa viva no universo?

O universo observável é de cerca de 90 bilhões de anos-luz de diâmetro. Há pelo menos cem mil milhões de galáxias, cada uma com cerca de 100 a 1000 bilhões de estrelas. Recentemente, descobriu-se que os planetas são muito comuns e há provavelmente trilhões e trilhões de planetas habitáveis no universo, o que significa que deve haver muitas oportunidades para que a vida se desenvolva, certo?

Mas onde estão? Não deveria o Universo estar repleto de naves espaciais com vidas complexas diversificadas?

Mesmo que existam civilizações alienígenas em outras galáxias, não há nenhuma maneira de algum dia descobrir algo sobre elas. Tudo fora da “vizinhança” galáctica imediata, o chamado, "Grupo Local" está praticamente fora do alcance para sempre, devido à expansão do Universo. Mesmo com naves espacias muito rápidas iria, literalmente, levar bilhões de anos para chegar a esses lugares. Há cerca de 20 bilhões de estrelas parecidas com o Sol na Via Láctea e as estimativas sugerem que um quinto delas têm um planeta do tamanho da Terra na sua zona habitável, a área com condições propícias à existência de vida.

Se apenas 0,1% desses planetas abrigassem vida, haveria 1 milhão de planetas com vida na Via Láctea. A Via Láctea tem cerca de 13 bilhões de anos. No começo, não teria sido um bom lugar para a vida porque as coisas "explodiam" muito, mas depois de 1 ou 2 bilhões de anos, os primeiros planetas habitáveis nasceram. A Terra tem apenas 4 bilhões de anos, então provavelmente deve ter havido trilhões de possibilidades para a vida se desenvolver em outros planetas no passado. Se apenas um único deles tivesse desenvolvido uma super-civilização capaz de viagens espaciais, já se teria notado.

Como seria esta civilização? Há três categorias possíveis:

A civilização tipo 1 seria capaz de aceder a toda a energia disponível no seu planeta. No caso do planeta Terra, o valor está atualmente em torno de 0,73 na escala e deve alcançar o tipo 1 em algum momento nos próximos 200 anos.

O tipo 2 seria uma civilização capaz de aproveitar toda a energia da sua estrela. Isso exigiria alguma ficção científica inusitada.

O tipo 3 é a civilização que basicamente controla toda a sua galáxia e sua energia, uma raça alienígena avançada como esta, provavelmente seria considerada uma divindade para a raça humana.

Mas por que deveria haver a capacidade de detectar uma civilização alienígena em primeiro lugar? A construção de gerações de naves espaciais que pudessem sustentar uma população por cerca de mil anos, poderia colonizar a galáxia em 2 milhões de anos. Parece um espaço temporal infindável, mas a Via Láctea é enorme. Então, se é preciso um par de milhões de anos para colonizar a galáxia inteira e há possivelmente milhões, senão bilhões de planetas que sustentam a vida na Via Láctea e essas outras formas de vida já tiveram muito mais tempo do que o planeta Terra, então onde estão todos os alienígenas?

Este é o Paradoxo de Fermi, e não existe uma resposta para ele. Mas, existem algumas ideias. Filtros, um filtro neste contexto, representa uma barreira que é muito difícil para a vida superar. Existem alguns graus de filtros:

1: Existem grandes filtros e a civilização do planeta Terra já passou por eles. Talvez seja mais difícil para a vida complexa se desenvolver do que se pensa. O processo que permite o início da vida ainda não foi completamente descoberto e as condições requeridas podem ser muito complicadas. Talvez no passado, o Universo fosse muito mais hostil, e só recentemente as coisas acalmaram para tornar a vida complexa possível. Isso também significaria que podemos ser únicos, ou, pelo menos, um dos primeiros, senão a primeira civilização em todo o Universo.

2: Existem grandes filtros e eles estão à frente da civilização moderna do planeta Terra. Talvez a vida no nível existente haja em todo lado no Universo, mas é destruída quando atinge um certo ponto, um ponto que está à frente no tempo. Por exemplo, a exploração intensiva de recursos a que o planeta tem sido vítima no último século devido ao estilo de vida que a raça humana tem e evolui para pode ser um sinal ...

Não há nenhuma maneira de descobrir em que ponto estamos. Talvez o planeta Terra seja o único com vida complexa. Neste momento, não existe nenhuma evidência de que há qualquer vida além da que existe no planeta Terra. Nada. Isso podem ser “boas” notícias porque quer dizer, segundo a ideia do grande filtro, que para já, a vida que existe no nosso planeta é única e que pode já ter passado o grande filtro, mas por outro lado, é uma ideia bastante “solitária”. Se algum dia for possível constatar que existem outras civilizações no Universo, pode ser reconfortante perceber que a vida humana não é a única, mas por outro lado, poderá querer dizer que a civilização humana ainda não passou o grande filtro, e como tal, o caminho para a extinção é uma possibilidade. É difícil lidar com as duas possibilidades, é claro que este paradoxo é uma teoria bastante interessante e que faz pensar, mas não passa de uma teoria interessante.

Se a vida neste planeta morrer, talvez não haja mais vida no Universo. A vida deixaria de existir, talvez para sempre. Por isso é que a vida neste planeta tem que ser preservada e protegida por todos. O Universo é bonito demais para não ser vivenciado por alguém.

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